Violência

Violência doméstica é toda ação ou omissão por parte do adulto ou adolescente mais velho que, na
qualidade de responsável permanente ou temporário, possa resultar em prejuízo ao desenvolvimento físico
ou psicossocial da criança ou do adolescente.
Deve ser considerada como a fonte de todas as formas de violência. Ao desrespeitar o indivíduo em
seus valores mínimos, muitas vezes até mesmo antes de nascer, ele vai ser capaz de praticar com os outros qualquer forma de violência, de forma direta, pelas agressões, ou de forma indireta, através do uso do
poder.
Violência extra-familiar é a violência a que estão sujeitas todas as pessoas, inclusive crianças e
adolescentes, praticada fora de suas moradias, mais frequentemente, no caso da infância e da juventude,
por parentes próximos ou pessoas de sua convivência, mas, também, por pessoas que detém sua guarda
temporária e por estranhos, podendo ser subdividida em institucional, social e urbana.
Violência Doméstica
Violência Física
Caracteriza-se como o uso da força física de forma intencional, por parte dos pais ou responsáveis
ou adolescente mais velho, com o objetivo de manutenção ou demonstração de poder do mais forte sobre o
mais fraco a qualquer custo, podendo ferir, provocar danos ou mesmo levar à morte a criança ou adolescente, deixando ou não marcas evidentes (adaptado ABRAPIA)
(9)
.
Violência Sexual
Caracteriza-se pelo uso da criança ou adolescente para gratificação sexual de adulto ou adolescente mais velho, responsável por ele ou que mantém algum vínculo familiar, de convivência ou confiança, incluindo desde carícias, manipulação de genitália, mama ou ânus, “voyerismo”, pornografia, exibicionismo,
exploração sexual, até o ato sexual com penetração anal ou vaginal (adaptado ABRAPIA)
(9)
.
A violência é sempre presumida em menores de 14 anos, deficientes mentais ou quando a vítima
não pode, por qualquer outra causa, oferecer resistência (art. 224, Código Penal Brasileiro)
(10)
.
Violência Psicológica
É a forma de violência doméstica mais difícil de ser conceituada e diagnosticada, pois muitas vezes
resulta do despreparo dos pais para a educação de seus filhos, valendo-se de ameaças, humilhações ou
desrespeito, como formas culturalmente aprendidas de educar.
Consiste na submissão da criança ou adolescente, por parte dos pais ou responsáveis, definitivos
ou temporários, a ações verbais ou atitudes que visem a humilhação, desqualificação, tratamento como de
“minus valia”, culpabilização, indiferença, rejeição, ameaça e outros que possam levar a danos, muitas vezes irreversíveis a seu desenvolvimento, tanto na área psíquica, como na afetiva, emocional, moral e social

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