DILMA FALA DE SEUS PLANOS PARA A EDUCAÇÃO


Nesta entrevista, a presidente eleita Dilma Rousseff fala de seus planos para a educação brasileira. Ela destaca a importância do investimento no professor, com a melhora da estrutura atual e o oferecimento de salários mais atraentes. Dilma também enfatiza a importância da escola particular na luta pela melhoria da educação nacional. Para ela, este setor desempenha um importante papel na sociedade. A presidente vislumbra o estabelecimento de parcerias com o governo federal. Confira:

A educação como prioridade

A educação, a saúde e a segurança pública serão prioridades. Mas nem agora, nem no futuro, se pode imaginar que o Brasil cresça, funcione, tenha um povo feliz, se a prioridade das prioridades não for a educação. Nenhum presidente da República deste País teve tanta clareza sobre isso como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nós fizemos muito. Colocamos a educação de novo nos eixos e democratizamos o acesso dos mais necessitados ao ensino de qualidade. Mas vamos fazer muito mais, começando com os investimentos em creches. Serão construídas 1.500 creches por ano, para chegarmos em 2014 com todas as crianças atendidas por creches de qualidade, bem alimentadas, bem tratadas, felizes. Vamos criar mais vagas no Programa Universidade para Todos (Prouni). Valorizar ainda mais os professores. Criar mais escolas técnicas e torná-las cada vez mais modernas e eficientes.

Valorização do professor

A valorização do professor é a base de tudo. Quando o presidente Lula assumiu o governo, o professor não tinha um piso salarial. Nós criamos um piso nacional para o magistério, por lei. Hoje esse piso é de R$ 1.040,00. Ainda não estamos no ideal, mas vamos avançar. Porque não se faz ensino de qualidade sem professor bem pago, valorizado e respeitado. O professor também precisa estar sempre estudando, e assim as universidades federais são muito importantes para que a gente assegure a aprendizagem continuada pelos professores.

Programa Universidade para Todos

É um dos grandes programas do governo do presidente Lula e um exemplo bem sucedido de parceria com o setor privado. Reconhecido pela sociedade. O Prouni distribuiu 600 mil bolsas de estudo para jovens pobres em faculdades particulares. Eram vagas que não estavam ocupadas. Com o Prouni, as faculdades ocuparam suas vagas vazias com alunos que, de outra maneira, sem as bolsas, nunca conseguiriam frequentar uma universidade. E puderam estudar em boas faculdades. Mas a melhor notícia de todas é que estes 600 mil jovens brasileiros que ganharam bolsa do Prouni ficaram entre os melhores alunos das universidades. Uma pesquisa mostrou que eles estão acima da média. Eu fico muito orgulhosa de dizer isso. Gente pobre, trabalhadores, gente que se sacrifica para criar os filhos, vendo que eles finalmente podem entrar numa universidade. E vendo, principalmente, que os filhos souberam retribuir tanto esforço, estudando bastante e ficando entre os melhores alunos.

A contribuição da escola particular

Tenho a certeza de que toda a sociedade dará a sua contribuição para melhorar a educação nacional. É um setor fundamental do País. E acredito que a escola particular estará incluída nessa luta. Ela cumpre um papel importante na sociedade. Terá que ser um esforço de todos. Desejamos nos associar aos que anseiam por uma educação melhor para o Brasil.

Incentivo ao ensino profissionalizante

Nós voltamos a construir escolas técnicas no Brasil. Em menos de oito anos, já construímos 136 novas escolas e vamos chegar ao final deste ano com 214. Para se ter uma ideia, da primeira escola técnica criada no Brasil, no início do século passado (1909), pelo então presidente Nilo Peçanha, até 2003, criaram-se apenas 140 unidades. A formação técnica profissional é uma política pública que vem dando as respostas que imaginávamos. O Brasil está crescendo muito e vai crescer ainda mais, exigindo mais profissionais especializados. O caminho é criar mais escolas técnicas e oferecer mais vagas. O nosso projeto, até 2014, é construir uma escola em cada município com mais de 40 mil habitantes. Assim haverá escolas de ponta a ponta do Brasil. O projeto também prevê 500 mil alunos matriculados, nos próximos quatro anos, na rede de escolas técnicas federais. O que significa dobrar o número de vagas. É perfeitamente possível fazer isso porque o governo do Presidente Lula construiu o alicerce. Um alicerce que vai propiciar a matrícula de um milhão de alunos ainda nessa década, que se inicia em 2011.

Entrevista concedida a Marcelo Bebiano para a Revista da Fenep

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