Crianças sem controlo na internet

Apenas um quarto dos pais portugueses utiliza ferramentas de controlo parental para bloquear ou filtrar o acesso das crianças a sítios de internet, um número em linha com a média europeia, revela um estudo divulgado em Bruxelas e citado pela agência Lusa.

O estudo “EUKidsOnline”, cujos primeiros resultados já haviam sido divulgados em Outubro de 2010, indica que, em média, apenas 28 por cento dos pais na Europa utilizam as ferramentas de controlo, estando Portugal ainda abaixo desse valor (22 por cento), de acordo com as respostas dadas pelas crianças que utilizam internet.

Os valores são ligeiramente mais elevados, quando são os pais a responder: 33 por cento dos pais europeus e 29 por cento dos pais portugueses dizem utilizar tais ferramentas.

Os resultados do estudo divulgados em Outubro passado indicavam que quase 60 por cento das crianças e jovens portugueses têm um perfil numa rede social e destes 25 por cento têm-no sem restrições de acesso.

O inquérito foi realizado em 25 países europeus e envolveu 23 mil crianças dos 9 aos 16 anos. O objectivo era determinar factores de risco, como pornografia, ‘bullying’, mensagens de cariz sexual, contacto com desconhecidos, encontros ‘offline’ com contactos ‘online’, conteúdo potencialmente nocivo gerado por utilizadores e abuso de dados pessoais.

Dos 58 por cento de crianças e jovens com perfil numa rede social, 34 por cento têm até 10 contactos e 25 por cento até 50 contactos. Entre os jovens portugueses utilizadores de redes sociais, 25 por cento têm o perfil público, enquanto 7 por cento partilham a morada ou o número de telefone (estão entre os que menos o fazem em comparação com as outras crianças europeias).

Portugal é um dos países com menor incidência de riscos ‘online’ para crianças e jovens, situando-se abaixo da média europeia (12 por cento), segundo o inquérito. Apenas sete por cento das crianças e jovens portugueses declararam já se terem deparado com os riscos referenciados pelo inquérito.

A maioria das crianças não declarou ter tido qualquer experiência perturbadora ‘online’ e sente-se confortável em actividade na internet que alguns adultos consideram arriscadas. Contudo, acrescenta o estudo, os jovens portugueses de 11 a 16 anos estão entre os que mais declaram ter sentido bastantes vezes que estavam a fazer um uso excessivo da internet (49 por cento), muito acima da média europeia (30 por cento).

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