DO ABUSO SEXUAL E SEUS TRÊS MOMENTOS

A prática do abuso sexual, segundo estudos psicológicos acerca da matéria, pode ser dividida em três momentos distintos, a saber: O pré-abuso, o abuso efetivo e o pós-abuso.

O pré-abuso revela-se como toda situação que antecede a prática. Inserem-se os meios ou motivos que podem levar um indivíduo a cometê-lo, tais como perversões sexuais doentias, patologias mentais clinicamente configuradas ou “motivações religiosas”, não olvidando que, para tanto, vale-se o abusador, na maioria das ocasiões, de medidas extremas para viabilizar a aludida incidência, a exemplo do uso de bebidas alcoólicas, medicamentos, drogas ilícitas, dentre outras.

As situações de abuso efetivo configuram-se nos exatos momentos em que os mesmos são cometidos, com ou sem o contato físico (caso, por exemplo, do abuso sexual virtual mediante utilização da Internet).
O pós-abuso são todas as conseqüências ou seqüelas deixadas pelas repudiadas práticas, sejam físicas ou psíquicas, tais como irritabilidade e depressão, podendo, de tal sorte, transformar os menores em adultos violentos ou transtornados sexualmente.

DOS CASOS MAIS CORRIQUEIROS
São variadas as hipóteses de incidência dos abusos sexuais de crianças e adolescentes, razão pela qual a atenção dos responsáveis legais deve reinar nas situações habituais.

Muitos dos casos, em verdade, acontecem no próprio seio familiar, praticado por pais, padrastos, tios, irmãos e demais parentes que convivam no lar juntamente com os menores. Ressalte-se que, nessas hipóteses, percebemos uma indelével incidência da figura omissiva das mães, as quais, em muitas situações, permitem que os maridos perpetuem abusos em prejuízo de seus filhos por medo de uma represália por parte do abusador, seja através de violência, ou até mesmo com receio de ter sua dependência econômica cessada.

O abuso também ocorre, hodiernamente, através da figura do agressor direto no âmbito da exploração sexual, ou seja, aquele que paga para abusar. Exemplos típicos atuais, segundo a mídia, ocorrem com turistas estrangeiros, especialmente em praias nordestinas.

Casos corriqueiros, igualmente, são os que envolvem “motivações religiosas” escusas, a exemplo da prática de magia negra, como aqueles ocorridos com crianças e adolescentes de oito a quatorze anos de idade na cidade de Altamira, Estado do Pará entre 1989 e 1993.

Com grande repercussão mundial apresentam-se, ainda, os escândalos nas igrejas com a prática da pedofilia promovida por padres, pastores, bispos e outros membros, apesar das próprias instituições religiosas pregarem categoricamente, com base nos preceitos bíblicos, que a pedofilia é crime e um pecado abominável aos olhos de Deus. Entrementes, tais hipóteses persistem em acontecer, notadamente ante a impunidade ocasionada pela omissão enquanto denúncia às autoridades públicas competentes.

Há, também, casos que vêm crescendo assustadoramente nos últimos anos, quais sejam os abusos sexuais ocorridos na Internet. Nestes, que ocorrem sem o contato físico, o abusador geralmente se faz passar por um adolescente da mesma idade da vítima e, através de sua experiência de vida, induz o menor a praticar atos obscenos mediante utilização de programas que permitem acesso à imagem, a exemplo de câmeras de vídeo conectadas ao computador. Saliente-se que nossa legislação resta inteiramente lacunosa quanto à tipificação criminal nestas situações, o que merece ser revisto por nossos legisladores, com máxima urgência.

Deve-se mencionar, ainda, que grandes parcelas dos abusos sexuais de crianças e adolescentes são praticadas por pessoas que escolheram uma profissão que os aproximem dos menores.

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