Baladas e cigarro: como os jovens estão cumprindo a Lei Antifumo?

Foto Arquivo Pessoal Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, 94% das pessoas entre 16 e 24 anos apóiam a Lei Antifumo; não é o caso da estudante Bia Poiano


A jornalista Carolina Derivi fuma desde os 18 anos. Hoje, aos 26, viu seus hábitos boêmios mudarem. Ao invés de sair para beber com os amigos, tomou uma decisão um pouco mais drástica. Simplesmente deixou de sair, ou não vai a lugares que não aceitem fumantes.

– Sempre respeitei lugares fechados. Evitava fumar para não prejudicar os não-fumantes. Agora fico mais em casa com amigos, combinamos de jogar baralho. O chato é que o cigarro agora limita a minha vida, não vou a lugares que não têm opção para quem fuma.

Assim como Carol, muitos são os fumantes que tiveram que adaptar suas baladas por causa da Lei nº 13.541, de 7 de maio de 2009, que entrou em vigor no último 7 de agosto. Conhecida como Lei Antifumo, ela limita o cigarro a lugares ao ar livre como parques e áreas abertas. Ou seja, na prática não é mais permitido fumar em bares, baladas ou shoppings.

Para a auditora Ana Luiza Marin, o chato mesmo é ter que sair da balada para fumar. Aos 23 anos e fumante desde os 15, ela acha que “ficar na rua não é seguro” durante a madrugada. Ela também reclama, porque muitas vezes “as baladas não estão preparadas para organizar o fumódromo”.
– Outro dia foi num bar em Perdizes (na zona oeste de São Paulo) e tive que ficar esperando a pulseirinha para sair e fumar na rua. Só consegui fumar meu primeiro cigarro às 3h.

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Mesmo sofrendo com a ansiedade, Ana vê uma vantagem na Lei Antifumo. Sem cigarro em lugar fechado, “você volta pra casa cheirosa, sem fumaça na roupa”. Nesse ponto, Carol também concorda e acha que fumar em boates fechadas “era realmente sem cabimento”.

– O que não entendo é não poder fumar nem na calçada, que já um lugar com congestionamento e fumaça dos carros. Será mesmo que o meu cigarro faz tanta diferença?

Irritada com a nova lei, a estudante de Comunicação e Multimeios da PUC-SP Bia Poiano até entende baladas fechadas que proíbem cigarros, “porque os olhos saem ardendo”. Mas não se conforma com bares abertos, em que não se pode fumar embaixo de toldos, “que não justificam o menor ou maior escape de ar”.

– Para mim, a lei quer que fumantes fumem menos de forma forçada e isso não é justo, é ditatorial. Todo mundo respira o ar poluído todos os dias, ficar na avenida Paulista esperando ônibus por 10 minutos é muito pior.

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