Abuso passivo ou negligência

“A negligência da negligência”
Milhões de crianças jamais terminam a escola, não sabem ler, têm limitado acesso aos cuidados
médicos, enchem as cadeias e são devastadas pelos crimes e drogas em um ambiente “afamiliar”.
Ocorre negligência infantil quando os responsáveis, em qualquer nível, pelas necessidades básicas da
criança, deixam de cumpri-los.
Na sua forma mais branda pode ser encarada como uma falta de vigilância e segurança, estando
exposta a maior risco de acidentes e intoxicações. Na sua forma mais grave, o paciente se apresenta com
atraso de crescimento e retardamento do desenvolvimento como resultado de alimentação inadequada ou
ineficaz.
“A pobreza não é igual à negligencia”
Fatores de risco são similares aos encontrados nos casos de abuso. A maioria foi indesejada e
procurou-se pouca assistência no pré-natal. Os pais não parecem preocupados com o atraso. Poucos cuidados
médicos e vacinas atrasadas.
Essas crianças sorriem pouco, são apáticas e retraídas quando deixadas sozinhas. Apresentam mais
interesse em objetos que em pessoas. Evitam contato com os olhos e se recusam a ser tocadas ou acariciadas.
Higiene precária, roupas sujas e assaduras de fralda. A maneira de confirmar é remover a criança de
seu meio e observar o crescimento quando bem alimentada.
A lei pode ser útil para mudar o comportamento. Mais eficaz em solicitar limites de segurança para
medicamentos, temperatura para aquecedores de água, segurança de brinquedos e dispositivos de segurança.
Abuso emocional
Associa-se a todas as outras, embora possa ocorrer isoladamente e variar desde a desatenção até a
rejeição ostensiva, expiação ou sujeição pelo terror. Por não deixar estigmas visíveis é muito difícil de se
documentar.
As vítimas podem se apresentar com ansiedade crônica grave, agitação, hiperatividade, depressão ou
reações psicóticas ostensivas.
Muitas são socialmente retraídas, tem problemas em se relacionar e vão mal na escola. Uma baixa
auto-estima é a regra.
REFERÊNCIAS
DUBOWITZ, H.; KING, H. Violência familiar – Uma abordagem voltada para a família e a criança. Clínicas Pediátricas
da América do Norte, v. 1, p. 145-155, 1995.
HELFER, R. E. Negligência com nossas crianças. Clínicas Pediátricas da América do Norte, v. 4, p. 999-1020, 1995.
JOHSON, C. F. Lesões infligidas versus lesões acidentais. Clínicas Pediátricas da América do Norte, v. 4, p. 861-885,
1990.
KINI, N.; LAZORITZ, S. Avaliação para possível abuso físico ou sexual. Clínicas Pediátricas da América do Norte, v. 1,
p. 203-219, 1998.
MERTEN, D. F.; CARPENTER, B. L. M. Imagens radiológicas de lesões infligidas na síndrome de abuso de crianças.
Clínicas Pediátricas da América do Norte, v. 4, p. 887-910, 1990.
PARADISE, J. E. Avaliação médica de crianças vítimas de abuso sexual. Clínicas Pediátricas da América do Norte, v. 4,
p. 911-936, 1990.

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